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Eventos

34º Congresso de Cardiologia da SOCERJ

14.12.2017

O Richet participou do evento com divulgação do Biomarcador Preditor de Risco Cardiovascular Ceramidas e Ressonância Magnética Cardíaca.

 

Biomarcador Preditor de Risco Cardiovascular Ceramidas

As ceramidas são complexos lipídicos que desempenham função na integridade da membrana celular, com resposta ao estresse celular, sinalização inflamatória e apoptose. As ceramidas são sintetizadas em todos os tecidos, sendo provenientes de gorduras saturadas e esfingosina, uma classe de lipídios que fazem parte da membrana celular. Durante condições de disfunção metabólica e dislipidemias, as ceramidas se acumulam em tecidos não adaptados ao armazenamento de lipídios. A ação biológica das ceramidas está associada com processos aterogênicos, como agregação e retenção de lipoproteínas com acúmulo de colesterol no interior dos macrófagos, regulação da síntese de óxido nítrico, produção de ânions superóxidos e expressão de citocinas. São identificadas três tipos de ceramidas ligadas ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares: Cer(16:0), Cer(18:0) e Cer(24:1).

Ceramidas e o risco cardiovascular

As ceramidas se encontram elevadas no plasma de pacientes com Doença Arterial Coranariana (DAC), Resistência à Insulina e Diabetes tipo II. Em pacientes com Síndrome Coronariana Aguda e Angina Instável, os níveis de Ceramidas se apresentam consideravelmente mais elevados do que em pacientes com DACs estáveis. As concentrações plasmáticas de ceramidas são provenientes de placas ateroscleróticas instáveis e constituem aumento do risco cardiovascular, independente de outros biomarcadores tradicionais, idade, sexo, tabagismo e histórico de DAC.

Ressonância Magnética Cardíaca

A ressonância magnética cardíaca evoluiu muito principalmente na última década e atualmente já é uma realidade na prática clínica.

Algumas características tornam o método muito atrativo, como:

• A possibilidade de analisar um número grande de informações cardiovasculares em um curto espaço de tempo.
• Não utilizar radiação ionizante nem contrastes iodados.
• Não possuir limitações anatómicas para a análise cardiovascular (ausência de janelas desfavoráveis a aquisição das imagens).
• Alta resolução espacial e temporal, porém principalmente alta resolução de contraste o que torna o método padrão ouro para avaliação de volumes, função ventricular esquerda e direita e para a caracterização tecidual miocárdica, com o destaque para a avaliação de fi brose miocárdica.

 

 

 

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